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Não gostas de mim? Mas porquê?

Descobri agora que uma pessoa de quem eu gosto há muito tempo (desde criança) faz um juízo completamente negativo de mim. E já não é a primeira vez que me acontece uma coisa destas... Eu sei que não sou perfeito (longe disso), e também não tenho a mania de querer que toda a gente goste de mim - eu até gosto de de fazer inimizades, diverte-me -, mas a proximidade que eu tinha com esta pessoa era de tal grandeza que isso nunca me ocorreu. E nos anteriores casos a mesma coisa: apanharam-me de surpresa. Quando isto me acontece eu tento perceber o que é que há de errado comigo, o que eu acho que é normal nestas situações. Mas eu sei perfeitamente de antecedência que, tirando uma coisita aqui, outra ali, sou um tipo perfeitamente normal. Então porquê este Juízo de mim? O que é que sabem da minha pessoa que me escapa? E, acima de tudo, porquê estas pessoas com laços tão fortes comigo? Eu nem me meto com ninguém, estou no meu mundinho a maior parte das vezes. Não me interessa a vida dos outros...

Santíssima Trindade

"Eu sou um ser humano sensível e inteligente, mas com uma alma de palhaço que me obriga a estragar tudo nos momentos mais importantes" - Jim Morrison Tudo o que sentimos já foi escrito com as mais belas palavras; até esta constatação já foi proferida inúmeras vezes; quem sabe até a constatação da constatação... Segundo Will Eisner , o caminho para a originalidade começa com a prática e a cópia dos melhores que nós, o que faz todo o sentido porque para nos tornarmos indivíduos com uma personalidade distinta, primeiro tivemos que copiar tudo o que nos rodeia: comportamentos, tiques, modas, gostos, gargalhadas, ritmos de fala, beijos... Só a maturidade nos pode trazer a originalidade, e a maturidade é a transcendência do eu e o reconhecimento da inexistência desta. A percepção da imaturidade torna-nos sensíveis, e o esforço para adquirir maturidade provoca acessos de inteligência. Da dificuldade em manter uma inteligência estável e coerente em todos os nossos actos, nasce a alma...

Estão a olhar-me para o peito descaradamente!

Hoje, finalmente, tive uma experiência de empatia com a mulher . Enquanto respondia a certas perguntas de uma senhora, notei que ela frequentemente punha os olhos no meu peito, creio que nos pêlos que despontavam da minha T-shirt, e tomava o seu tempo lá enquanto falava comigo (praticamente não tirava os olhos). Ao princípio achei alguma piada e prometi a mim mesmo que quando chegasse a casa me iria ver ao espelho para verificar se estava tudo no sítio (e estava!), mas passado algum tempo de conversa comecei a ficar incomodado; ela falava para mim mas raramente tirava os olhos do meu peito. Comecei a sentir-me um objecto sexual. Tão demorada observação só poderia querer dizer que ela estava a gravar esta imagem na sua memória para a utilizar mais tarde em sabe-se lá o quê... Agora percebo o que as mulheres sentem quando nos demoramos nas suas mamas e virilhas ao mesmo tempo que encetamos uma amena conversa com elas. Claro que também olhamos para os seus rabos, mas nessas alturas não es...

Workshop de Escrita Criativa

Estou a frequentar um Workshop de Escrita Criativa muito interessante. Como este curso é cíclico (e gratuíto), quem quiser ser informado visite http://vontadedescrever.blog.com . Como é costume nos cursos, no primeiro dia fazem-se as apresentações. Dado o meu ódio de falar em público quando não conheço ninguém, sugeri os lugares da frente, subtilmente, ao João Pinto (que também está a frequentar o curso). Assim ficava logo despachado da apresentação e também eliminava qualquer hipótese de repetição das justificações que me levavam a estar ali. Eu já sei como sou nestas situações, e se quando conheço mais ou menos as pessoas e o ambiente até sou extrovertido e causa de algumas gargalhadas (para mim e de mim), quando o ambiente é a estrear sou quase agorafóbico. Gostava de poder dizer que nem sempre fui assim, mas, tirando um período de alguns anos da minha vida em que gozei de uma forte auto-estima, sempre fui e, enquanto viver neste país, sempre serei. Engraçado que a auto-estima, a mi...

A educação mata a criatividade?

Esta é uma questão que me intriga há já muito tempo: A educação mata a criatividade? Todo o formalismo, dogmatismo e uniformidade do programa educacional, por todo o globo, tende a erradicar ou marginalizar aqueles que são diferentes. Com o actual sistema caminhamos a passos largos para uma sociedade quase insectívora. Nós somos todos criativos com um potencial ilimitado, todos! Nascemos criativos e depois podemos ser educados dentro da criatividade ou fora dela. Este vídeo que eu colo aqui é das celebres conferências TED . O tema desta "comunicação" é precisamente Do Schools kill creativity? , apresentado pelo Sir Ken Robinson. É uma conferência divertidíssima (é preciso perceber inglês) e tem apenas uns míseros 19 minutos.

A poupança na senilidade

Que os velhos são forretas como o caraças, já toda a gente sabe, mas que esta forretice pode sair cara às vezes, é novidade. Ou não será? Ontem estava a ver as notícias quando ouvi a coisa mais absurda desde há muito tempo. Talvez desde as famosas entrevistas com o Carrilho que não ouvia uma coisa assim tão estapafúrdia. A notícia era sobre a poupança de electricidade e de como as novas lâmpadas de baixo consumo podem poupar até 80% de electricidade. Quando, no meio de uma campanha da EDP em que ofereciam lâmpadas destas, é entrevistado um velho e lhe fazem a seguinte pergunta «Já usa destas lâmpadas em sua casa?» e ele responde «De facto já tenho as lâmpadas, mas estou à espera que as outras [as normais] se fundam para substituí-las» fiquei boquiaberto. Quer dizer, há poupar e ser parvo. Então não poupava mais dinheiro se mudasse JÁ as lâmpadas?

Acabou-se a liberdade

Bem sei que a realidade actual é diferente daquela que eu conheci quando era puto, mas não me consigo imaginar a crescer sem toda a liberdade que gozei. Se fosse hoje, provavelmente a minha mãe e restantes encarregados, numa altura ou outra, de tomar conta de mim, seriam responsabilizados de negligência e quase abandono. As coisas eram bem diferentes. Eu e os meus irmãos brincávamos (ás vezes) durante todo o dia na rua, só indo almoçar e jantar a casa; Muitas vezes dormíamos sózinhos porque a minha mãe (separada) tinha que fazer turnos à noite; passávamos as férias com as nossas primas (que eram adolescentes) sem a supervisão de nenhum adulto; eu ía para a escola de autocarro e os meus amigos também. Será que as coisas eram assim tão diferentes? Apesar de, tanto eu como os meus amigos, nos depararmos com o ocasional velho pedófilo dos transportes públicos que se punha a masturbar quando via rapazinhos novos, ou o exibicionista maluco, ou mesmo os doidos histéricos e bêbados, desenvenci...