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A mostrar mensagens com a etiqueta Chatos como um raio

Vá lá! Vá lá! Vá lá!

Infelizmente, os e-mails são muito mal considerados. Mais rapidamente alguém responde se for uma carta... Mas eu tenho uma técnica que numa semana, no máximo, obriga qualquer indolente a responder-me. Eu chamo-lhe de técnica Shawshank Redemption . Para quem viu o filme lembra-se qual a técnica que Dufresne utilizou para obter mais livros para a biblioteca; quem não viu ou não se lembra, tem boa solução. Como eu não sou assim tão mauzinho, vou explicar: envio o mesmo e-mail todos os dias até o outro lado ceder. É parecido com "vá lá!" "vá lá!" "vá lá!" "vá lá!" "vá lá!" "vá lá!" "vá lá!" "vá lá!" "vá lá!" "vá lá!" "vá lá!"

Olá ó tu!

Tenho uma colega que prevê um futuro não muito sorridente para mim: ela diz que a minha inaptidão para as relações humanas não me irá ajudar muito na área que escolhi. O pior é que eu temo que isto seja verdade. As pessoas não são o meu forte. Esta minha característica está mais que ilustrada no que eu tenho escrito neste blog, mas não resisto em relatar a minha última aventura no MUNDO HUMANO. Há umas semanas atrás falhei em lembrar-me do nome da senhora que faz a "circulação" dos envelopes e afins no departamento onde trabalho; este falhanço repercute-se agora, quase diariamente, quando a encontro. Sempre que me vê, pergunta: "Como é que eu me chamo?". O nome dela ficou gravado a ferros no meu cérebro, nunca mais me esqueci. O pior é que quando ela vem acompanhada e manda-me a boca , o pendura aproveita sempre a deixa: "E eu? Sabes o meu nome?". Claro que eu não sei o nome de quase ninguém, mas digo sempre "SEI!", com um ar quase insultado. Por...

Ruas a mais

What a day!!! Mas não é do dia extremamente cansativo que quero escrever - sim, às vezes trabalho -, mas sim de certos episódios passados à tarde, que estou certo um dia serão aproveitados quando fizerem o filme "André Cardoso, o Grande". Correios Já não me lembro, mas tinha piada. Rua Uma senhora vem como um míssil teleguiado na minha direcção. As pessoas teimam que eu percebo de ruas... - Sabe onde fica a Rua André o Grande? (claro que é inventada!) - Não sei, mas deve ficar para aquela direcção, pelo menos existem muitas ruas para ali... - Não! A rua André o Grande é para ali - apontando na mesma direcção que eu tinha apontado. - Pois, também acho. Vira à direita e depois à esquerda. Não tem como falhar. Vai encontrar um monte de ruas nessa direcção. - Não, não! A Rua André o Grande é ali. Eu volto-me e leio a tabuleta. Realmente a Rua André o Grande esteve o tempo todo atrás de mim. - Pois, tem razão! - Preparo-me para me ir embora. Tarefa cumprida... - Mas a rua é muito ...

TECNOFILANDO

TECNOFIL. 15h23. No stand, sem cadeira; que seca. 15h27 - Aparecem dois asiáticos (parecem chineses), perguntam-me uma série de coisas em inglês. Metade não percebo e digo "sim, claro!". 15h40 - Um casal espanhol. Mais perguntas do arco-da-velha. Mostro-me profundamente interessado enquanto penso noutras coisas e digo "sim, claro!". 15h50 - As gajas portuguesas de oculinhos são as mais chatas... 16h10 - Aparece-me um tipo muito feio. Ao princípio tive alguma dificuldade em olhar-lhe para a cara, mas depois o tipo mostrou-se simpático e com perguntas decentes e eu, lentamente, fui colocando os instintos de lado. Pensei: se fossem todos como este, a tarde passava mais depressa. 16h28 - A gaja do stand ao lado cumprimenta-me e pisca-me o olho, mas rapidamente (deduzo eu) se lembra que não me conhece de lado nenhum e corrige a piscadela para uma estranha afectação nos dois olhos; esfrega-os violentamente e eu retiro um pedaço de papel e começo a escrever isto...EHEHEHE ...

Um homem não se mede ao metro

"Lá vem ele. Espero que a porta pare à minha frente... o que é que esta gaja está a fazer??? Mas quem ela pensa que é? Olha o raio do velho... quer-me passar à frente! Daqui não saio. Para me moverem precisariam de diluente. Lá vem ele. Yes! Yes! Yes! Vai parar à minha frente. Vou-me sentar! E onde quero!!! Yes! Yes! Yes! Motherfucker!!!!!!!!!! Dassss!!! Merda! Cabrão do velho! Vou entrar depressa. Dasss! não consegui. Vou para o outro lado. PUTA! ROUBOU-ME O LUGAR! Merda! Também não me vou sentar ali que cheira mal. Que sa foda! Fico em pé... Merda!" "Lá vem ele. É hoje que vou-me sentar! YES! Olha a sacana da chavalita. Pensa que manda nisto. Mas o que é que ela quer? A empurrar! Olha! Olha! Vem aí. Concentra-te. Estou à frente da marcação amarela, o que significa que a porta vai ficar mesmo à minha frente. Vem! Vem! Vem! Eu sou o ruler of the Universe! Me Master! Big Chief! I will seat today motherfucker! Vem. Vem. Cá está ela... mais um bocadinho...na mouche!!! Mesmo...

O cinema de autor

Estou a começar a ficar um bocado farto de adaptações fiéis; já estou com saudades de ver a perspectiva dos realizadores sobre as histórias que passam para a película - o cinema de autor. Quando havia apenas um grupo de pressão (os produtores) que forçava os realizadores a fazerem a obra mais segura e potencialmente o mais rentável possível, os cinéfilos queixavam-se; agora que são dois os grupos de pressão (os produtores e os geeks), estranhamente já ninguém se queixa... Esta minha saturação transbordou no sábado, depois de ver os Watchmen. Acho que há lugar tanto para as adaptações fiéis, como para as que não o são; os geeks é que estão a dar cabo disto tudo ao exigirem que um meio seja igual ao outro; e os realizadores fazem-lhes a vontade. Eu também sou um cromo da ficção científica e da banda desenhada, e, confesso, tenho sentido sempre fortes orgasmos de cada vez que vou ver mais uma adaptação da bd ou da fc; no entanto, ultimamente, e por causa da multiplicação dos factores ...

André ao poder

Ganhei as primeiras eleições em que me envolvi - por larga maioria!!! Ainda não sei quais são as funções do cargo, exactamente, mas não consigo parar de sonhar nos meus próximos passos num grande Ministério, ou mesmo na Assembleia da República; e quando me reformar, vejo-me num retiro de cinco anos em Belém, a lixar, por gozo, todas as leis que me aborreçam. Cometi o erro de contar a uma colega minha o meu feito e os meus futuros planos; ela diz-me que devo ser mais modesto, que tenho a mania... Claro que respondi-lhe à letra. Disse-lhe que quando for eleito para algo importante e com poder, aumento os impostos só a ela; e se ela continuar a refilar, tiro um ano só para lhe fazer a vida negra: um dia aumento-lhe a bica, outro a gasolina, outro ainda, faço chover-lhe em cima, etc, etc, etc. A verdade é que não sou modesto, e detesto a modéstia. Quem quiser ser modesto que o seja, não obrigue é os outros a sê-lo também.  - Parece mal! Parece mal! - O que parece mal é não sabermos avaliar...

Silêncio, eu extermino-te!

Desprezo a malta crescidinha que, nos transportes públicos, insiste em colocar os seu gadgets com mp3 num volume audível. Os putos eu percebo, eu fazia o mesmo quando o era, agora os adultos... Mas porque raio é que sou obrigado a ouvir a música de merda das suas playlists de nojo? Eu quero ir sossegado a ler ou a pensar, e não consigo. Já agora, também não gosto, embora aqui seja obrigado a aceitar, as discussões acaloradas e num tom elevado. Dá-me vontade de dizer a estes gajos: Silence I'll Kill You!!!

A nomenclatura da irmã do Gino

O meu novo amigo, gino o lojista, diz-me que acha ridículo esta mania de dar nomes de gerações anteriores aos putos, nomes cuja verbalização exige sempre uma inflexão anasalada "venha cá Tomás", "Esteja quieto Martim", "Oh Afonso, plamordedeus, pare!", "Duarte e Lourenço parem de se oscular dessa maneira!", "Salvador, saia da picina e vá à garage chamar o caseiro", etc, etc, etc. Este meu amigo vai ser pai, soube-o há pouco tempo; e, como é normal, já anda a escolher nomes. No entanto, a irmã do gino é uma espécie de catatua com pózinhos de tia d'ávenida de roma, e com a mania que é nova-rica - paradoxos do novo milénio. Ela tem, continuadamente, irritado o meu amigo com as suas tentativas de imposição do seu - diz ela - bom gosto. O gino, homem de grande personalidade, não se deixa influenciar pela sua siebling, antes mostra-lhe que não só os gostos não se discutem, como o seu gosto (dele) é de uma qualidade simples e, por isso mes...

Sinais sentidos no acontecimento

O surreal está a voltar à minha vida aos poucos e poucos; são pequenos sinais no dia-a-dia que me levam a pensar assim. Não poderia ter começado noutro sítio que não na casa-de-banho... Depois de o depósito de toner (da fotocopiadora) ter enchido outra vez, comigo, lá tive que ir eu outra vez para o martírio, por outras palavras, calha a quem apanha este depósito cheio, esvaziá-lo - sim, eu sei que devemos comprar um novo, mas quem é que o faz? - Depois de o esvaziar tive que ir lavar as mãos emporcalhadas de toner. Ao percorrer o corredor para me dirigir para a casa-de-banho, porque este é comprido, consigo sempre ver se mais alguém vai lá também, e ainda tenho tempo de rogar pragas se isso acontecer - detesto companhia no John Lu. Como não podia deixar de ser, não só observei que ia ter companhia, como também seria daqueles gajos chatos que nunca se calam...nem quando esforçam o esfíncter! Como eu só ia lavar as mãos não me preocupei muito. Cheguei lá, estava o gajo a lavar as mãos ...

Mormoando por aí

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Não consigo deixar de sentir algum desdém pelos mormons. Quando estes gajos aparecem na rua, fazem-me sempre lembrar que estou num país subdesenvolvido que ainda tem missionários para "educar" os selvagens; e eu não gosto de ser lembrado disso. O facto de a religião destes gajos ser fundada numa das mais evidentes tretas religiosas, nem sequer me chateia muito - problema deles! - Só não gosto de ver estes gajos nas ruas à procura de bárbaros. E depois andam sempre aos parzinhos. Mas porquê? O selvagem pode ser difícil de dominar? E as camisinhas de um branco imaculado? O que é que isto significa? Quer dizer que o caminho para a civilização passa pela líxivia e um bom ferro-de-engomar? As gravatinhas e os cartões de identificação poderiam levar-me a pensar que são participantes de um Congresso qualquer, mas como se esquecem sempre do casaco, percebo logo que são eles. Nos países nórdicos também andarão sem casaco? E a caneta no bolso da camisa! Para que serve!? São engenheiros...

A função pública é disfuncional

Porquê que os funcionários públicos são chatos como o caraças? Primeiro, falam muito sobre merdas absolutamente irrelevantes, e como se não bastasse isso, ainda metem mais sub-histórias para "enriquecer" a conversa, tais como: a genealogia completa dos indivíduos focados; a história do local e previsões mais que certas para o mesmo; e as inevitáveis lições de moral no meio - porque nunca chegam ao fim - da história. Segundo, porque são capazes de repetir tudo novamente (como se o assunto fosse tão importante que ninguém - Ninguém, mesmo! - devesse perder uma pitada). Terceiro, porque as histórias contadas são intermináveis, e são contadas, em diferentes versões, todos os dias. Quarto, porque que mais que fuja de um ou de outro funcionário p. mais implacável, existem sempre mais dois voluntariosos para o seu lugar. Se acho que estes gajos deviam ir todos para o olho da rua? Bem, pelo menos os chatos, que são para aí 99 por cento deles.

Malucos há muitos!!!

Todos os malucos sentem uma estranha atracção por mim. Não é sexual, é apenas social... Já deveria estar habituado, mas eles apanham-me sempre de surpresa. Os últimos dois malucos com quem "interagi" pertencem a dois universos diferentes. Um pertence a este universo virtual: um comentador louco. O outro, pertence ao universo dos transportes públicos - que tenho o desprazer de frequentar cada vez mais. O primeiro apareceu-me aqui, no meu blog, sob a forma de um comentador drunfado (não é o primeiro nem será o último). Entre repetições do que eu escrevia e LOLs à fartazana, este rapaz (?) divertiu-se à grande com várias provas definitivas do seu intelecto superior. O segundo, e mais pacífico, sentou-se ontem à frente de mim no metro. Olhou para mim e para as duas moçoilas que preenchiam as cadeiras não-sei-para-onde-é-que-hei-de-olhar-bolas! (dois contra dois), e visto as raparigas olharem ambas para pontos distantes no horizonte de uma forma teimosa, escolheu-me a mim para en...

Os contínuos dos auditórios

Detesto! Detesto! Detesto! Os melgas dos contínuos dos auditórios e pavilhões. Ou é porque se estão a cagar para tudo, ou é porque são tão dedicados que não sei se estão a lamber o cu ao chefe, a ajeitar-lhe as calças ou a pôr-lhe o emissor do microfone. Detesto! Detesto! Detesto! Os grandessíssimos chatos dos contínuos dos auditórios e dos pavilhões. Ou é porque desaparecem durante horas, deixando-nos a mãos com as mais intrincadas aparelhagens inventadas pelo hominus conferencius , ou é porque fazem questão que cada "introdução" de uma pen seja supervisionada por mais dois assistentes para que o Powerpoint tenha garantia absoluta de correr todas as transições amaricadas. Detesto! Detesto! Detesto! O facto de estar "entalado", mais uma vez, com um destes gajos. Este não me larga: ou são as pens que faz questão em dar-me - como se os conferencistas não soubessem para que é que elas servem; Ou é o portátil que é Mac com Linux; Ou são as cadeiras que não são sufici...

Mas...vai-se já embora...?

Detesto a conversa de circunstância. Ninguém realmente gosta, mas eu acrescento a isso uma verdadeira e completa inaptidão para falar de coisas corriqueiras. Pior ainda, a minha mente costuma ficar completamente em branco quando me dirigem frases do tipo " Então este tempo? Ahn??? " ou " Pois é...! ". Já o que me aconteceu ontem, foi algo esotérico e inexplicável. Ao descer determinada avenida, como o faço todos os dias na qualidade de peão, vi-me obrigado a parar antes de poder atravessar uma transversal. Enquanto esperava que o sinal mudasse, um condutor resolve fazer uma inversão de marcha quase causando um acidente. Abri a boca, lentamente, mas outro peão, que estava ao meu lado, antecipou-se e mandou o " Que palerma! " antes de mim; não me fiz rogado, e como até já tinha a boca aberta, mandei outro " Grande palerma! ". Foi logo a seguir a esta estranha cumplicidade que eu percebi que devia ter ficado calado. Trancado no meu mundo. A partir d...

Mas quem é esta cadela?

Uma coisa é garantida quando vou passear os cães (o meu e o da minha mãe), já sei que se encontrar outros donos, vou ser obrigado a encetar conversas sobre os mais variados temas: cães perdidos, cães abandonados, raças de cães, hábitos canídeos, o complexo de Napoleão nos cães pequenos, a inércia dos cães grandes, etc. Este Domingo encontrei duas senhoras velhinhas justamente quando me estava a preparar para ir embora. Rapidamente, logo a seguir a me terem impedido com fortes correias de continuar a andar, puseram-me a par da onda de cães abandonados deste Verão. A medo dei algumas festinhas aos respectivos chihuahuas e subtilmente coloquei-me em posição de "partida, largada, fugida". Estava eu prestes a desatar a andar para casa, quando as senhoras me perguntaram o nome da cadela (que é da minha mãe), quando abri a boca não saiu nada...tinha-me esquecido do raio do nome da cadela! Comecei logo a pensar que depois de toda esta conversa sobre abandono de cães, o facto de eu nã...

O rapaz que queria ser Rei

Era uma vez um rapaz que queria ser Rei de Portugal. Ele tinha todas as características necessárias que um Rei deve ter: burro, pouco articulado e mal educado. O rapaz tinha um irmão que, à boa maneira monárquica, foi escolhido para seu braço direito. O irmão deste rapaz wanna be King , já havia participado num reality show para se tornar mais famoso e mais idiota - e resultara! O rapaz que queria ser Rei resolveu começar por invadir Lisboa. Mas por falta de articulação e inteligência, este rapaz começava a desconfiar que nem um soldado conseguiria engajar no seu sonho. Ao perceber que os contos de fadas já tinham acabado mudou a estratégia de invasão para uma de indignação. Quando todos os cavaleiros do Reino se juntaram na Távola Redonda para se lançarem num combate de retórica sem tréguas, este rapaz percebeu que nem o cavaleiro do Big Brother conseguia derrotar. O rapaz saiu humilhado deste encontro mas a ideia de indignação não lhe saía da cabeça. Desesperadamente, no dia seguin...

Bored itself to death

A razão porque o Live Aid continua a ser o concerto (ou conjunto de concertos) mais memorável neste género de iniciativas, tem uma razão muito simples: cumpriu a sua função! Toda a gente sabia qual o objectivo da angariação de fundos e das diversas vontades humanas, não foi necessário uma extensa e detalhada explicação. Quando me lembro do Live Ai d , lembro-me da espectacular música e do primeiro movimento de massas contra a fome (na Etiópia); Quando me lembro do Live 8 e agora deste Live Earth , lembro-me de... nada! Sinceramente, eu não estou interessado em ouvir longas palestras de modelos femininos e apresentadores de concursos sobre estes tópicos que tanto afligem o mundo. Eu percebo a mensagem mas quero ouvir a música que a transporta. Odeio dobragens, mas isto que fazem agora chega a ser pior. Talvez um dia até juntem as duas coisas: dobrem as poucas músicas que emitirem para português enquanto preenchem o resto do tempo (a maior parte de preferência) com perguntas aos concor...

Sal debaixo do tapete

Gostava de saber o que significa e quem raio é que me obrigou a quebrar a minha rotina de só limpar debaixo do tapete de mês a mês. Ouvi dizer que é feitiçaria - o que me é completamente indiferente. Este pessoal devia escolher melhor as "almas" ingénuas a quem desejam mal. Mas ainda bem que me escolheram a mim que sou completamente impermeável a estas merdas, agora só tenho que descobrir quem foi (tenho as minhas suspeitas) e vou provocar-lhe(s) o maior susto que já apanharam: só preciso de arranjar uma galinha morta com penas, giz, velas e um saquinho com merdas tipo cabelos, unhas, etc. Apesar de não acreditar nestas coisas, já me tenho divertido com pacóvios que acreditam. Já chegaram ao cúmulo de dizerem que eu tinha poderes só porque organizei uma sessão espírita numa casa com madeiras velhas que rangiam. Não é a merda da feitiçaria que me irrita, é a intenção e a atitude cobarde.

Um imenso Portugal

Ontem foi um dia de amena pacatez. Eu, o João, a Maria e mais três amigos (que pedem anonimato por razões do foro criminal) passámos uma boa parte da tarde sentados na esplanada da Sul América. Gostava de poder dizer que este convívio foi divertido, mas infelizmente deu na gana de quase toda a gente, menos a mim e à Maria, iniciarem uma longa e aborrecida conversa sobre direito e equipamento social. Enquanto eu bocejava e a minha sobrinha contava quantos guardanapos conseguia introduzir no bolso do pai sem ele dar por isso, uma voz com sotaque brasileiro começou a fazer-se ouvir num registo que apagava todas as outras. A pouco e pouco começámos a perceber o conteúdo que esta voz estridente transportava, e, surpresa das surpresas, era uma mensagem muito pouco simpática de Portugal e dos seus nativos. Ninguém na nossa mesa possuía qualquer ideologia de direita, mas é um facto que ficámos irritados. Dizem as regras da boa educação que os convidados têm o direito de não gostar dos anfitriõ...