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Piaf, ou memórias sexuais de 300 velhinhas

Ontem fui ver a Piaf com a Adelaide. Às cinco horas da tarde o Politeama é um paraíso senil: todo o género de velhinhas estavam lá para relembrar, não só a dita cuja, mas também o Montand e o Aznavour, que, com certeza, lhes trazem à memória arcaicas sessões sexuais com congéneres. Os velhinhos eram em menor quantidade; talvez porque as mulheres lhes sobrevivem em maior número, ou talvez por falta de pachorra para ver as digníssimas esposas chorarem com as memórias dos antigos fodilhões que os precederam. Estava lá também o velhinho La Féria (faz-me sempre lembrar as férias), que enquanto eu esperava pela minha gravídissima querida adelaide - passa a vida na casa de banho -, chamou-me a atenção, num tom zangado, que ia começar o espectáculo. Eu apontei para a culpada, que já regressava do WC, e, intimidado pelo deep-throat-de-bagaço-e-tabaco, mais conhecido nas Américas por Great White Rusty Grizzle Bear ou Dancing with hoarse's, lá fui eu, cabisbaixo, para as tribunas. A Adelaide ...

Joana...morphing...Pai...morphing...Catarina!

Graças às novas tecnologias, tenho uma fotografia da minha filha in utero a cores e a 3D; já dá para perceber com quem é parecida... Deixem-me dizer que todas as velhas que tenho conhecido me têm dito que eu sou bonito. A Adelaide também diz que sou. No entanto, quando a minha sogra percebeu com quem a Catarina - sim, mudamos o nome - é parecida, não ficou muito contente; e, horror dos horrores, também a minha mãe ficou "pouco emocionada". Tive que fazer um intervalo nesta história para explicar à Adelaide que não se deve interromper alguém quando escreve; adverti-a com memórias do Shining. Acho que as únicas que gostaram das semelhanças da minha filha comigo foram a Adelaide (o que a redime de futuros castigos à la Kubrick) e a minha irmã (vêr bloguezito ). Agora devo explicar porque mudamos o nome de Joana para Catarina: a cadela da minha sogra chama-se joaninha (espero que percebam a estrutura desta frase anterior, que pode ser ambígua para as mentes menos brilhantes); e,...

Resistance

O novo álbum dos Muse saiu hoje: Resistance. Se é bom? Esta manhã já o estou a ouvir desde as 8h00. É bom!!! Como não sou crítico de música (nem pretendo ser), aqui fica a minha ideia do álbum - evocativo musical, literária e ambientalmente. Queen, 1984 (que me deprimiu com'o o caraças quando o li embora este álbum não me deprima antes pelo contrário se calhar não devia ter escrito isto tudo...) e a minha infância/adolescência representados num álbum... Deixo uma pequena amostra:

O Obama português - Louçã!

Não é perfeito, mas, tal como a Democracia, é o melhor que se pode arranjar. O Bloco de Esquerda talvez seja aquilo que eu tenho estado à espera. Do programa do BE, aquilo que me entusiasma mais é o seguinte: " Criação do Portal da Democracia, espaço onde os responsáveis políticos (governantes, deputados, altos dirigentes da administração Pública) e os cidadãos terão ao seu dispor as mais diversas ferramentas para interagirem Desde espaços de consultas públicas online, até chat rooms sobre temas específicos, passando por informação sobre a agenda dos responsáveis ou até as mais modernas ferramentas disponibilizadas pela Web 2.0. " Claro que existem outras questões mais imediatas e prioritárias, mas este pode ser o passo que faltava para uma verdadeira democracia; uma em que todos têm realmente voz. É um primeiro passo... Mas só vou sorrir quando vir a Assembleia da República vazia. Ou melhor, com dez milhões de deputados não presenciais.

Adelaide...deixa-me dar-te uma palavra

A letra: Una palabra no dice nada y al mismo tiempo lo esconde todo igual que el viento que esconde el agua como las flores que esconde el lodo. Una mirada no dice nada y al mismo tiempo lo dice todo como la lluvia sobre tu cara o el viejo mapa de algun tesoro. Una verdad no dice nada y al mismo tiempo lo esconde todo como una hoguera que no se apaga como una piedra que nace polvo. Si un dia me faltas no sere nada y al mismo tiempo lo sere todo porque en tus ojos estan mis alas y esta la orilla donde me ahogo, porque en tus ojos estan mis alas y esta la orilla donde me ahogo.

Alien

...A noite passada a minha mãe, ou como dizem as tripas, o meu invólucro recebeu o primeiro susto da minha parte... ...Os genes do meu pai é que são os culpados... ...A mamã, tadinha, é muito assustadiça... ...A noite passada a minha mãe viu o Alien... ...Puxei esse filme noutro dia e não pude deixar de reparar em certas semelhanças com o meu status quo... ...Tadinha da mamã... ...Depois de ver o filme eu resolvi brincar um pouco à alien... ...a barriga da minha mãe é bastante elástica... ...Acabei de ver o The Ring; é pena não ter contacto telefónico com o exterior... ...Vou nadar mais um bocado. Fui!...

Wireless-less

...Ok! Parece que sou metade alentejana, mas o que é demais enjoa; quanto tempo ainda tenho que ficar aqui?... ...A tecnologia aqui ainda é muito rudimentar; não há wireless... ...O cabo a que estou ligada é um pouco lento, mas já consegui sacar um filme... ...Eu e o baço (já está melhor da memória) acabamos de ver o Matrix... ...C'mon! Eu também estou ligada dentro de um banho qualquer e não me vêem a choramingar... ...Os americanos são uns mariquinhas... ...O meu kung-fu é forte... ...Quando tomar o red pill quero vestir de cabedal também; a bexiga anda a gozar comigo, diz-me que vou passar o primeiro ano fora da Matrix vestida de algodão fofo... ...Mais quatro meses para descer a toca do coelho... ...Signing out!...