Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Opiniões alheias

Politiquices

Hoje, numa conversa com um amigo, desbobinei que tinha votado no BE nas últimas legislativas. Ao que ele retorquiu "Eu sabia! Aquela incoerência política é a tua cara." Eu não fiquei surpreendido com esta afirmação, afinal de contas ele é do PSD. Depois disse-me que a corrente de pensamento que está na génese do BE é (e aqui já não me lembro bem das palavras dele) qualquer coisa como disfuncional. Mas, independentemente da coerência de cada partido, eu expliquei-lhe que as filosofias de bastidores dos partidos não me interessam para nada; não quero saber se x é trotskista ou y é marxista; o que a mim me interessa são os programas eleitorais - as promessas, enfim. Sou adepto da Realpolitik , a mim interessam-me os resultados práticos, as soluções pragmáticas, as ideias exactas do que se vai fazer - deixo as discussões filosóficas para depois... e para outros! Grande parte dos problemas da nossa sociedade têm soluções lógicas nas áreas que os definem, seja na economia, agricult...

Vamos à escola!

Aqui vão cinco regras para escrever eficazmente - para mim e para ti; Estas regras foram desenvolvidas pelo grande George Orwell . 1 - Nunca use uma metáfora ou figura de estilo que apareça regularmente nos media . Estas frases comuns já têm uma carga emotiva associada, para além de serem confortáveis e melódicas. Por esta razão falham em criar uma resposta emocional adequada ao nosso contexto. Tome o seu tempo para criar novas e poderosas imagens. 2 - Nunca use uma palavra longa quando uma curta faz o mesmo trabalho. As palavras longas não o fazem parecer mais inteligente, a não ser que sejam bem utilizadas e contextualizadas. Na maior parte das vezes o uso destas palavras só transmite uma imagem de quem escreve como uma pessoa arrogante e pretenciosa. Quando Hemingway foi criticado por Faulkner pela sua limitada escolha de palavras, isto foi o que ele [Hemingway] respondeu: Poor Faulkner. Does he really think big emotions come from big words? He thinks I don’t know the ten-dollar w...

Marcola, um Anjo caído?

Recebi hoje no e-mail uma entrevista feita ao Marcola, líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), que anda a circular por aí como se se tratasse de uma peça verdadeira. Esta entrevista ficcional, criada por Arnaldo Jabor para o Segundo Caderno do Globo, é, na minha opinião, brilhante e quase poética. Arnaldo Jabor, no início da entrevista, dá a Marcola alguns dos traços psicológicos de Satã da Divina Comédia de Dante. Mais para o fim da entrevista, joga com a ambiguidade do eterno executor que foi um dia um anjo e que nunca perdeu a esperança de voltar. Este último, um Satã mais próximo de Paraíso Perdido de John Milton. O que se depreende do objectivo desta entrevista, colocando de lado as imagens poéticas e referências divinas, é uma vontade de levar o leitor brasileiro a acreditar que a única solução - se é que existe uma - para a decadência do seu país é uma "tirania esclarecida". Não uma "ditadura militar", que é (era) pouca esclarecida; mas uma com um outr...

O Hulk português

Anteontem passou na RTP1, já tarde, uma entrevista com o Miguel Esteves Cardoso (MEC). Obviamente falou-se do tema favorito deste: o português. Gostei muito de o ouvir outra vez. Já tinha saudades. No passado, posso não ter concordado com todas as suas opiniões; mas anteontem acertou na mouche em tudo. Dispenso-me de relatar a entrevista, pois esta encontra-se, aqui e ali, mais ou menos, e opinativamente, descrita em outros blogs. Quero só discutir um pouco sobre algo que o MEC disse, que foi mais ou menos isto: não se pode dar poder ao português, se não ele transforma-se naquela criatura verde - o Hulk! Tenho a impressão que esta é uma ideia que se tornará, mais tarde, uma citação recorrente, de tão acertada que é. De facto, não se pode dar poder ao português; e este (poder) pode-se entender de várias formas, mas a mais imediata é a faculdade ou a possibilidade de ... Começo pelas pobres almas que se tornam endinheirados de repente - os novos ricos: Quando crescemos, ficamos com a pe...

O velho levou porrada outra vez

Mais uma vez o professor José Hermano Saraiva levou "porrada" por causa do Salazar e depois não só. A última foi há uns anos atrás, num programa do Herman José , quando foi violentamente "agredido" pelo parvo do João Gil . A noite passada, no programa Grandes Portugueses , o qual eu só vi a última hora, por duas vezes o professor foi massacrado: a primeira foi quando, após longo apedrejamento verbal a Salazar feito pelos convidados deste programa, o professor tem a brilhante ideia de tentar falar sobre os pontos positivos desta figura, quer queiramos quer não, histórica. O que se seguiu foi quase a Revolta na Bounty . Ninguém tolerou que o professor continuasse a falar e quase o chamaram de parvo; a segunda, ainda pior, foi quando o professor Luís Reis Torgal sugeriu que o professor Saraiva e a História não eram sinónimos, além disso, disse ainda que a divulgação televisiva feita pelo professor Saraiva não devia ser confundida com História. E mais, se o profes...

Bazarocos!

Para os meus amigos criacionistas: http://ktreta.blogspot.com/

Os insultos da Bertrand

Em resposta à campanha publicitária feita pela Bertrand (enviada por e-mail), cujo formato é um questionário, no site da Bertrand , com perguntas do estilo " Trivial Pursuit ", resolvi enviar o seguinte e-mail aberto. E-mail aberto: Exmos Senhores, Fiz o vosso teste ( http://www.leitorbertrand.pt/dia_do_livro/index.html ) e obtive duas respostas certas. E a acompanhar o resultado vem o seguinte comentário: "Quem não lê não tem muito que falar". Obviamente que este comentário não é para se levar muito a sério dado o teor das perguntas, mas por outro lado, se não é sério também não tem propriedade. A minha primeira impressão foi de espanto: Porquê uma campanha tão agressiva dirigida aos clientes? Não seria esta melhor orientada noutra direcção, como por exemplo para os não-clientes? Acho que o vosso anúncio é infeliz, redutor, odiosamente mercantilista e insultuoso. Com os melhores cumprimentos, Um dos vossos clientes ignorantes André Cardoso Não sei se estou a ser d...

O intelectual

Hoje recebi um e-mail muito interessante sobre o Intelectual : letras versus ciências; e a sua desejada fusão. Eu não sou contra o ensino das ciências de uma forma geral, bem pelo contrário. Mas daí a menosprezarem-se todos os "humanistas" que não têm nenhum, ou quase nenhum, conhecimento das ciências, e por isso renegá-los a uma categoria quase vazia, não-intelectual, é um excesso. Também mostra um certo desconhecimento sobre a origem do substantivo "intelectual". E, claro, já para não mencionar da história. Eu sempre concordei com a ideia de que as letras e as ciências deviam andar de mãos unidas, seja em que curso for. No entanto, neste e-mail é dito que eu tenho defendido a ideia contrária: não passa de uma mentira caluniosa! Não sei qual das áreas terá mais importância fundamental. Mas suponho que dependa dos critérios de avaliação e interesses de cada um, por isso nem vou tentar chegar a uma conclusão nesta matéria. E-mail: " Sobre livros e ciência – rela...

Manifesto contra o novo totalitarismo

MANIFESTO: Together facing the new totalitarianism After having overcome fascism, Nazism, and Stalinism, the world now faces a new totalitarian global threat: Islamism. We, writers, journalists, intellectuals, call for resistance to religious totalitarianism and for the promotion of freedom, equal opportunity and secular values for all. The recent events, which occurred after the publication of drawings of Muhammed in European newspapers, have revealed the necessity of the struggle for these universal values. This struggle will not be won by arms, but in the ideological field. It is not a clash of civilisations nor an antagonism of West and East that we are witnessing, but a global struggle that confronts democrats and theocrats. Like all totalitarianisms, Islamism is nurtured by fears and frustrations. The hate preachers bet on these feelings in order to form battalions destined to impose a liberticidal and unegalitarian world. But we clearly and firmly state: nothing, not even despai...

Entrevista a Douglas Adams

Vida, Universo e tudo: uma entrevista com Douglas Adams . Uma entrevista, feita por David Silverman , da American Atheists (sim, parece incrível mas os americanos também têm ateus), ao Douglas Adams . Para quem não sabe, foi ele que escreveu o fabuloso " À boleia pela Galáxia ". Aviso: está escrito em Inglês

Peço desculpa e feliz Natal!

Hoje li uma frase interessante que é mais ou menos assim: "Quantas mais convicções se tem, mais mal se está preparado para fazer para as proteger". Acho que isto resume bem a história da humanidade. Também vem (mais ou menos) de encontro ao que eu tenho tentado transmitir neste blog: Fugi dos dogmas e da fé inabalável, sede incoerentes. Antes de desejar feliz Natal, quero lavar os meus "pecados" deste ano. E se isto se faz antes da passagem do ano (creio), eu, na minha incoerência, faço na ante-véspera do Natal. Além do mais sou ateu e estou-me a cagar. Peço desculpa àqueles que me suportaram este ano. Eis o rol dos meus defeitos: sei que por vezes sou arrogante de uma maneira intratável; sei que consigo ser frio e distante e dessa maneira afastar quem eu quero (e não quero); sei que por vezes me falta a empatia, melhor dizendo, não me ponho no lugar da outra pessoa; sei que me contradigo inúmeras vezes e que um orgulho estúpido me obriga a fazê-lo; sei que não me d...

O lado bom da fúria

Se os monólogos ganhassem Oscars este seria um deles: tirado do (fabuloso) filme " The upside of anger ", escrito e realizado por Mike Binder . "A raiva e o ressentimento podem impedir-te de seguir em frente. É o que agora concluo. Não necessita de nada para consumir senão o ar e a vida que devora e asfixia. Contudo existe...a raiva. Mesmo que assim não seja...pode modificar-te...transformar-te. Moldar-te e converter-te em alguém que não és tu. O lado bom da fúria, portanto...é a pessoa que venhas a ser. Alguém, esperemos, que desperte um dia...e se aperceba que não receia o trajecto a percorrer. Alguém que saiba que a verdade é, na melhor das hipóteses, uma história parcialmente contada. Que a fúria, tal como o amadurecimento, vem por acessos, e no seu rasto, deixa uma nova oportunidade de aceitação. É a esperança de serenidade. Mas...que sei eu? Ainda sou uma criança!"

A ferver de indignação

Como (quase) toda a população portuguesa, não posso deixar de me sentir revoltado com esta situação dos incêndios no nosso país. Mais que revoltado, fiquei indignado com a recente afirmação de António Costa, ministro de Estado e da Administração Interna, que afirma que não há falta de meios para combater os incêndios. E por estas razões resolvi transcrever o artigo de opinião de José Gomes Ferreira, Sub-director de Informação da SIC, que lança algumas achas para a "fogueira da verdade". A indústria dos incêndios A evidência salta aos olhos: o país está a arder porque alguém quer que ele arda. Ou melhor, porque muita gente quer que ele arda. Há uma verdadeira indústria dos incêndios em Portugal. Há muita gente a beneficiar, directa ou indirectamente, da terra queimada. José Gomes Ferreira Sub-director de Informação Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios. Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se de...

A insensatez da sensatez

O Punk Psicadélico abriu-me o apetite das citações, então aqui vai. Já me têm acusado de não ser sensato. De facto, quase toda a gente que conheço me diz que não o sou. Já quem não me conhece bem, diz que sou uma das pessoas mais sensatas que conhece... modéstia à parte. Então em que é que ficamos? Numa autoanálise diria que sou sensato, mas se me contextualizar no tempo e lugar que ocupo, não o sou. Ou seja, acredito que os tempos e as pessoas do "hoje" são insensatas, e eu tento ser sensato. O que, ao tentar agir dessa forma, me torna insensato e todos os outros sensatos. Então que raio é que é a sensatez? Mais uma vez fui à minha enciclopédia (que aviso já, não é grande coisa - ou pelo menos assim diz o outro) e encontrei os seguintes resultados: prudência; circunspecção; bom-senso. De todos, o que me saltou imediatamente à vista, foi o bom-senso. O que eu penso que possuo. Também penso que sou prudente q.b.. Em conclusão diria que sou sensato. E penso que a definição é su...

Maldita capitalista!

Texto retirado de http://vozobliqua.blogspot.com/ "A verdadeira bondade do homem só se manifesta com toda a pureza, com toda a liberdade, em relação àqueles que não representam nenhuma força. O verdadeiro teste moral da humanidade, o seu fundamental teste [o mais radical, num nível tão profundo que escapa ao nosso olhar], consiste na sua atitude em relação àqueles que estão à sua mercê: os animais. E, a este respeito, a humanidade sofreu um fundamental desastre, um desastre tão fundamental que todos os outros [desastres] decorrem dele", Milan Kundera. Há pouco tempo a conhecida estilista Fátima Lopes afirmou em entrevista ao "Correio da Manhã" ser a favor do uso de qualquer tipo de peles. Desde então a dita senhora tem sido contactada por vários activistas contra a indústria das peles, sendo impossível demovê-la apenas com palavras. Assim, a associação portuguesa Animal lançou um vídeo que se pretende tornar o vídeo mais divulgado em todo o mundo, onde se mostram os...