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A mostrar mensagens com a etiqueta A minha imaginação

Mais um bocadinho para a esquerda

Não gosto muito de ir à casa-de-banho aqui do trabalho; encontro sempre alguém conhecido, e se há coisa que detesto é conversa de circunstância quando estou a processar o que comi/bebi. Hoje adiciono um novo desconforto ao WC laboral: Entrei e saí mudo da casa-de-banho - estava lá um funcionário que é cego e tive medo que se me identificasse o gajo me pedisse para lhe pegar na pila para orientação.

O meu miluavô era gay e os amigos dele também

Tenho estado para aqui a pensar e cheguei à conclusão que daqui a uns milénios os homens desta geração (myself included) vão ser todos considerados uns panascas. Quando olhamos para trás o que é que vemos? Lanças, armaduras, Damas violadas, Dragões, ok!, alguns homens empalados, ESPADAS, ossos humanos aos bocados depois de (deduzem os cientologistas) terem lutado com um dinossauro, acima de tudo vêem-se actos viris. O que é que restará de nós, homens contemporâneos? Livros, perfumes, roupa suave, produtos para amaciar a pele, e... triliões de mensagens entre amigos a apelidarem-se de rotos uns aos outros e a afirmarem que se vão enrabar no dia seguinte. É isto que vamos deixar para os arqueólogos de amanhã. Quer dizer, para além de lixarmos esta merda toda (estou a falar da poluição, claro), qual é a outra herança que vamos deixar aos nossos milu netos ? Os nossos milu avós eram todos doidos...ah! e gays.

Eu cá não sou maluco!

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Suspeito que não é só na Av. do Brasil que os malucos atravessam com o vermelho, suspeito mesmo que à frente de todos os hospitais psiquiátricos, os, vá lá, menos sãos atravessam de uma forma amalucada as estradas que lhes interrompem o caminho. Mas por outro lado, suspeito também que ninguém menos maluco se atreve a atravessar uma estrada com o vermelho nestes locais, mesmo que não hajam carros à vista. Talvez a razão deste cuidado extremo por parte dos menos enviesados seja para dar o exemplo às pessoas que falam sozinhas; talvez seja apenas para guiá-las porque o uso de drogas faz desaparecer os carros e transforma os camiões TIR em cachorrinhos simpáticos; ou talvez, um talvez muito distante, seja porque as pessoas que bebem café e não água da chuva não querem ser confundidas, em absolutamente nenhuma ocasião, com os menos verticais. Todos fugimos como "loucos" destes marginais cerebrais; a não ser que se seja obrigado, ninguém quer ser associado ou filiado à loucura. Ape...

Que coisa!!!

Quando era puto os adultos conversavam de forma ininteligível: ou falavam em línguas exóticas, ou utilizavam a universal coisa . Agora que estou quase a chegar aos quarenta, e estou quase a chegar à idade adulta, começo a perceber um pouco de línguas e de coisas . Quero dizer, pensava que estava a começar a coisar a coisa, até ler isto: " A coisa e a obra O que é na verdade a coisa, na medida em que é uma coisa? Quando assim perguntamos, queremos conhecer o ser-coisa, a coisicidade da coisa. Importa experienciar o carácter coisal da coisa. Para tanto, temos de conhecer o âmbito a que pertencem os entes a que, desde há muito, chamamos com o nome coisa ." Martin Heidegger, A origem da obra de arte , Biblioteca de Filosofia Contemporânea, Edições 70, p. 14, Lisboa. Now, I'm totally coisado!

Os malucos são friorentos

Quando está calor é fácil identificar os malucos: andam de casaco.

Não sei o que me deu...

E como prometi há cinco minutos (+/-) atrás, cá fica a minha explicação para a música do André Sardet, O Feitiço. Eu gostava de olhar para ti E dizer-te que és uma luz Que me acende a noite, me guia de dia e seduz... Ok! Eu percebo a metáfora; até percebo que o facto de ele não poder olhar deve-se (provavelmente) à ausência dela . Mas cá está, devido a um possível numero grande de leituras começam as ambiguidades: Será que ele é cego? Será que ela não é merecedora de tamanha característica? Ele gostava mas está impedido. Impedido por que motivo? Talvez ele esteja com a mulher errada e gostava que ela fosse outra diferente: uma que acendesse luzes. Eu gostava de ser como tu Não ter asas e poder voar Ter o céu como fundo, ir ao fim do mundo e voltar... Talvez a mulher não seja assim tão má, uma vez que ele gostava de ser como ela. Assim, verificamos que a interpretação original "ela está ausente" está correcta. Ele gostava de ser como ela, de não ter asas e poder voar. A meu ve...

Só eu sei porque LOLo no comboio

Cometi a asneira de vir nos transportes públicos a ouvir os podcasts do Ricky Gervais - big mistake! - O esforço de tentar não rir, ou melhor, não desatar às gargalhadas, foi grande demais; era aliviado de vez em quando por um pfffffrrrrr e um sorriso estúpido e um olhar apologético. O meu recorde a ouvir Gervais ficou por 18 minutos (obrigado!), após o que passei para um bocado de Muse para variar um pouco. Nem sempre tenho a sorte que tive a sexta-feira passada quando apanhei uma carruagem de comboio a cheirar intensamente a vómito (talvez por que houvesse vómito no chão), o que causava um efeito de repulsa aos potenciais passageiros. Como prefiro o cheiro a vómito a vir numa carruagem cheia de incómodas pessoas, então, eu, e mais uns quatro indivíduos com o mesmo bom gosto, optei por aguentar o cheiro e vir todo esparramado naquela ESPAÇOSA carruagem. De qualquer maneira não me livro de uma gargalhadazita desprevenida de vez em quando. A passar o estádio de Alvalade, no Metro, vejo...

Piaf, ou memórias sexuais de 300 velhinhas

Ontem fui ver a Piaf com a Adelaide. Às cinco horas da tarde o Politeama é um paraíso senil: todo o género de velhinhas estavam lá para relembrar, não só a dita cuja, mas também o Montand e o Aznavour, que, com certeza, lhes trazem à memória arcaicas sessões sexuais com congéneres. Os velhinhos eram em menor quantidade; talvez porque as mulheres lhes sobrevivem em maior número, ou talvez por falta de pachorra para ver as digníssimas esposas chorarem com as memórias dos antigos fodilhões que os precederam. Estava lá também o velhinho La Féria (faz-me sempre lembrar as férias), que enquanto eu esperava pela minha gravídissima querida adelaide - passa a vida na casa de banho -, chamou-me a atenção, num tom zangado, que ia começar o espectáculo. Eu apontei para a culpada, que já regressava do WC, e, intimidado pelo deep-throat-de-bagaço-e-tabaco, mais conhecido nas Américas por Great White Rusty Grizzle Bear ou Dancing with hoarse's, lá fui eu, cabisbaixo, para as tribunas. A Adelaide ...

Joana...morphing...Pai...morphing...Catarina!

Graças às novas tecnologias, tenho uma fotografia da minha filha in utero a cores e a 3D; já dá para perceber com quem é parecida... Deixem-me dizer que todas as velhas que tenho conhecido me têm dito que eu sou bonito. A Adelaide também diz que sou. No entanto, quando a minha sogra percebeu com quem a Catarina - sim, mudamos o nome - é parecida, não ficou muito contente; e, horror dos horrores, também a minha mãe ficou "pouco emocionada". Tive que fazer um intervalo nesta história para explicar à Adelaide que não se deve interromper alguém quando escreve; adverti-a com memórias do Shining. Acho que as únicas que gostaram das semelhanças da minha filha comigo foram a Adelaide (o que a redime de futuros castigos à la Kubrick) e a minha irmã (vêr bloguezito ). Agora devo explicar porque mudamos o nome de Joana para Catarina: a cadela da minha sogra chama-se joaninha (espero que percebam a estrutura desta frase anterior, que pode ser ambígua para as mentes menos brilhantes); e,...

Ruas a mais

What a day!!! Mas não é do dia extremamente cansativo que quero escrever - sim, às vezes trabalho -, mas sim de certos episódios passados à tarde, que estou certo um dia serão aproveitados quando fizerem o filme "André Cardoso, o Grande". Correios Já não me lembro, mas tinha piada. Rua Uma senhora vem como um míssil teleguiado na minha direcção. As pessoas teimam que eu percebo de ruas... - Sabe onde fica a Rua André o Grande? (claro que é inventada!) - Não sei, mas deve ficar para aquela direcção, pelo menos existem muitas ruas para ali... - Não! A rua André o Grande é para ali - apontando na mesma direcção que eu tinha apontado. - Pois, também acho. Vira à direita e depois à esquerda. Não tem como falhar. Vai encontrar um monte de ruas nessa direcção. - Não, não! A Rua André o Grande é ali. Eu volto-me e leio a tabuleta. Realmente a Rua André o Grande esteve o tempo todo atrás de mim. - Pois, tem razão! - Preparo-me para me ir embora. Tarefa cumprida... - Mas a rua é muito ...

A nossa música

Eu e a minha querida já temos uma música nossa. Depois de vários meses de discussão (amigável) sobre qual deveria ser a nossa música, finalmente decidimo-nos. A dúvida estava entre estas: o Blue Moon , Bartok , Mike Oldfield e John Williams ; e quem ganhou foi o John Williams. Existe todo um sentido metafórico de caça, comida, carninha e muita água para saciar a sede, ligado a esta música. Apesar de a minha adorada não gostar muito, penso que daqui uns tempos já terá aceitado. NOTA: Infelizmente, não consegui encontrar uma versão orquestrada, mas penso que com esta já muitos casaisinhos podem começar a marcar os primeiros passos: NHAC!

Uma história de reis

Hoje vi o Duque de Bragança entrar num táxi, no Chiado; e a reacção do taxista foi impagável. O sorriso que se abriu quando olhou pelo espelho retrovisor fez-me imaginar o resto da viagem destas duas personagens. - Boa tarde! É p'ró Palácio, se faz favor. - Diga-me uma coisa. Afinal você é duque ou rei? - Bom. Tem piada que pergunte isso, porque justamente agora... - Mas é, tipo, xisneto do Afonso Henriques, não é? - Pois, mas como eu ia... - Então é rei ou não? Mas porquê que não anda com uma espada? Lá em inglaterra andam com espada e a cavalo. - Ah sim? Você é um tipo engraçado. - Diga-me uma coisa. Como é que as pessoas o tratam? Por vossa excelência? Senhor rei? - ... - Olhe para este palhaço - apita furioso -; estes gajos de mercedes têm a mania que têm o rei na barriga. - Por acaso eu tenho um mercedes. Um belo automóvel. - ... - ... - Então e o tempo? Está estranho, não está? Não é da família do São Pedro, por acaso? - Ri-se - ... - Diga-me uma coisa, não acha que o fadista...

Um homem não se mede ao metro

"Lá vem ele. Espero que a porta pare à minha frente... o que é que esta gaja está a fazer??? Mas quem ela pensa que é? Olha o raio do velho... quer-me passar à frente! Daqui não saio. Para me moverem precisariam de diluente. Lá vem ele. Yes! Yes! Yes! Vai parar à minha frente. Vou-me sentar! E onde quero!!! Yes! Yes! Yes! Motherfucker!!!!!!!!!! Dassss!!! Merda! Cabrão do velho! Vou entrar depressa. Dasss! não consegui. Vou para o outro lado. PUTA! ROUBOU-ME O LUGAR! Merda! Também não me vou sentar ali que cheira mal. Que sa foda! Fico em pé... Merda!" "Lá vem ele. É hoje que vou-me sentar! YES! Olha a sacana da chavalita. Pensa que manda nisto. Mas o que é que ela quer? A empurrar! Olha! Olha! Vem aí. Concentra-te. Estou à frente da marcação amarela, o que significa que a porta vai ficar mesmo à minha frente. Vem! Vem! Vem! Eu sou o ruler of the Universe! Me Master! Big Chief! I will seat today motherfucker! Vem. Vem. Cá está ela... mais um bocadinho...na mouche!!! Mesmo...

Com o coração nas mãos

Após vários meses a assustar a minha cara-metade, agora é ela que se diverte a assustar-me. Quando chego a casa e vejo as luzes acesas, chamo-a; com medo. Ela não responde; eu sei que ela está escondida algures e me quer assustar, ou então esqueceu-se das luzes... - BUUUUHHHH!; AAAAAAAHH!!! (berro esganiçado, mas másculo). A verdade é que ela não resiste a maior parte das vezes, e ouço-a rir atrás da porta ou em cima do candeeiro (eu sei que é exagerado, mas só de a imaginar em cima do candeeiro e torço-me a rir). É então que eu digo - Onde é que ela estará? O apalpador de maminhas chegou. Assim que encontrar umas, vou apalpá-las até à exaustão. - O riso dela, mesmo nervoso, é enternecedor. Encontro-a e procedo à tortura... As poucas vezes que ela teve sucesso em assustar-me foram bastante eficazes: pulei e meti a mão na boca para abafar um grito, como uma menina.

brinquedos somos nós

- What are you talking about? You talking to me? You talking to me? - Mas Sir, não acha que a hegemonia potencial do seu poder pode toldar a sua visão imparcial e pura? - O que estás falando boy? Estás a usar essas palavras caras para me impressionares? I already told you que quero nacionalizar o Toys'R'Us. Aqueles toys are all mine!!! - I'm very sorry Sir, but you pay me to tell the true in a very caustic way. - Lá estás tu a divagar. Já te disse que não percebo nada de francês. I WANT TO RULE THE HALL OF WRESTLING! Vai buscar um orange juice para o teu master e começa a redigir uma composição de como arrebentar com as cash machines. Enquanto o Longfellow se retira, o little Dictator of Nearby rebola os olhos de gozo em antecipação à sua entrada em ombros no balcão dos embrulhos. - I want a water gun! I will deploy doomsday if you don't get me a water gun! - Sir! Sir! My beloved master! Aqui está a bisnaga. Mas, por favor, prometa que não volta a atirar água ao electri...

Onde está o Wally?

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Eu e a minha irmã depois de brincarmos como o gato Wally. Bons tempos!

O Fódss não fala Prada

A mulher do meu amigo Fódss, dondoca como é, comprou uns óculos escuros graduados da Prada. O Fódss, desde então, tem andado um pouco aborrecido e com vontade de atirar estes óculos para o lixo. Aparentemente a mulher do Fódss precisava mesmo de uns óculos novos, agora anda a ver as coisas com um detalhe a que já não estava habituada. De vez em quando volta-se para o Fódss e diz-lhe: "As tuas bochechas estão maiores!" ou "Estás mais gordo?" ou ainda "Estás com a cara diferente?!?" O Fódss anda preocupado com esta nova visão da mulher e diz-me que agora não se atreve a despir-se quando a mulher tiver a usar os óculos...

Eu acredito Nele

Este Sábado eu e a minha querida fomos a casa do meu amigo Gino. A mulher do meu amigo está grávida - outra vez -, e como é normal nestas alturas - não fazia ideia - está obstipada. Ora, isto foi o suficiente para gerar um alegre debate entre os quatro. O tema andava à volta do que fazer nas circunstâncias presentes: que produtos seriam mais aconselhados e inócuos para o bebé? As mulheres, naturalmente, levam qualquer assunto muito seriamente; já os homens... Quando elas debatiam a eficácia do microlax versus a inocuidade do supositório de vaselina (aproveitei esta referência para piscar o olho à minha querida e mandar-lhe um sorriso perverso; ela bocejou), lembraram-se das fibras - qualquer mulher tem um doutoramento em fibras. Agora é que a conversa prometia durar muito mais tempo. Não fosse esta compulsão que eu tenho que me faz replicar o jingle do Nestum quando ouço a palavra 'fibras', e elas nunca mais se calariam. Como não se decidiam na solução, o meu amigo Gin...

Shazam!!!

Novamente os jogos de virilidade. Desta vez o objecto lançado - um isqueiro - foi-o por uma rapariga, mas com uma força e a uma distância tais que impossibilitariam uma recepção decente de um qualquer mero mortal; para piorar era noite. Esta é uma história muito curta e rápida, tal e qual a acção narrada. Na verdade é tão curta que tive que enchê-la um bocado com este parágrafo de palha. Eu realmente apanhei o isqueiro, e de uma forma muito máscula, como é meu apanágio em tudo o que faço. Nem sequer tive tempo para pensar; foi tão rápido que todos os meus medos, decorrentes de vários traumas da adolescência causados por objectos que insistiam em fugir das minhas mãos, não se chegaram a materializar. Um amigo que observou todo este drama não conseguiu conter um "Uau!" dada a extrema dificuldade do que eu tinha acabado de fazer. Fingi que não era nada comigo; mantive um ar sério como se aquele acto fosse corriqueiro, como se tivesse apanhado todos os objectos lançados na minha ...

A história do cocó

Eu e a minha melhor parte estávamos a falar um dia destes sobre os dondocas, snobs e cocós, e chegamos a um consenso sobre um conjunto de hierarquias,  joie de vivre  e herança genética destas criaturas. Claro que não falamos com estes formalismos metodológicos, mas a minha melhor parte pede-me uma contenção linguística - menos ordinarices, portanto -, e que quando falar sobre ela que sejam tudo floreados; e como eu amo-a, faço-lhe o obséquio. Mas voltando ao tema, a minha adorada e eu estávamos a falar fundamentalmente de cocós, mais precisamente da segunda geração que despontou destes - os cocós simples. Então, primeiro vieram os austeros (ricos ou pobres, não interessa) que deram uma visão da vida e da sociedade tal aos seus filhos que estes tornaram-se cocós, ou seja, o facto de os seus pais afirmarem constantemente que a maior parte da sociedade, que são uns analfabrutos e uns pacóvios, não presta, veio provocar nestes uma visão correcta da realidade, mas com um preço: eles ficara...